Bioconstrução: técnica milenar da pós-modernidade

Bioconstrução

Bioconstrução é o termo utilizado para se referir a toda a construção que preza pelo menor impacto ambiental possível tanto na sua implantação quanto na escolha dos materiais, além de uma maior integração paisagística no entorno para privilegiar a aplicação de técnicas antigas e ancestrais e o uso dos materiais escolhidos.

Toda bioconstrução precisa contar com algumas normas básicas para sua realização, como por exemplo o uso de materiais ecológicos e uma boa gestão dos resíduos, bem como o uso passivo e consciente dos recursos naturais.

Há alguns séculos atrás a vida na Terra era muito diferente. Era mais trabalhosa e difícil, porém, a humanidade estava em equilíbrio com a natureza. Atualmente nos encontramos na beira de um colapso ambiental e energético, o que faz com que dia após dia a sociedade como um todo necessite buscar nos hábitos antigos uma solução para um futuro que, se não cuidarmos desde agora, será catastrófico.

A Bioconstrução, portanto, veio demonstrar que é possível fazer uma casa confortável, com iluminação natural, sistema de aquecimento solar e/ou a lenha, ventilação cruzada, entre outros, sem continuar com o extermínio do nosso meio ambiente e seus recursos naturais. Ela não se limita apenas a construção da casa em si, mas nos faz refletir muitos valores e conceitos de nossa “sociedade moderna”.

Bioconstrução: um conceito não tão novo assim

Esse ressurgimento de técnicas tradicionais/ancestrais se faz urgente nos dias atuais e em um futuro muito próximo, fazendo uma união do conhecimento ancestral com as descobertas das ciências modernas em uma síntese do que cada um tem de melhor, rumo a uma sociedade mais humana e integrada com a natureza.

Existem alguns produtos nessas construções que são bem diferentes do que conhecemos e muito interessantes para utilizar em construções. Por exemplo, o tijolo de adobe. Ele é feito com barro e palha mesclados, além de ser moldado e seco de forma natural. O mais interessante é que a palha que está presente na composição propicia grande conforto térmico. Ah, e o tijolo não é verde que nem na foto desse post não, ok? A imagem é meramente ilustrativa!

Outra dica é a técnica dos Fardos de palha. As paredes construídas a partir dessa técnica são grossas e protegidas contra o frio ou o calor. Além de rápido e barato, esse processo é muito durável – há casas feitas de fardo que duram mais de 100 anos!

As construções convencionais são responsáveis por aproximadamente 40% dos materiais e recursos gastos por ano no mundo! Isto é uma prática insustentável.

Logo, se você estiver pensando em construir e gostaria de fazê-lo de uma maneira econômica e sustentável, vale a pena investir em técnicas da bioconstrução. Afinal, essas técnicas de construção já têm milhares de anos de aplicação comprovada, além de serem práticas sustentáveis!

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