Brincadeiras de roda e artesanais

Brincadeiras de roda

Quem nunca brincou ao som de “Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar! Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar”? A antiga rima não tem precedentes ou autor oficial, mas está presente na memória de todo brasileiro que teve a oportunidade de brincar na rua com os vizinhos. Hoje em dia, com tanta tecnologia, as brincadeiras de roda são cada vez mais deixadas de lado, mas ainda permanecem importantes para o desenvolvimento infantil. Isso porque as cirandas não são apenas uma brincadeira, mas estimulam a coordenação motora, interação em grupo e noções de espaço.

Em roda e geralmente com as mãos dadas, é brincando que as crianças perdem o medo de cantar em público, se sentem confortáveis para brincar com novos amigos… Muitas vezes é preciso se posicionar no meio do círculo, o que contribui para a sociabilização e expressão corporal. Só há benefícios em meio ao lúdico.

Outra ciranda bastante conhecida é a Escravos de Jó: “Escravos de Jó jogavam caxangá. Tira, põe, deixa ficar. Guerreiros com guerreiros fazem ziguezigue zá”. A breve rima fica ainda mais divertida quando cada um dos movimentos cantados são coreografados em grupo e repetidos à exaustão para que as crianças desenvolvam senso rítmico.

Outra ciranda que merece todo o empenho na hora da brincadeira é a Marcha Soldado: “Marcha soldado, cabeça de papel. Quem não marchar direito vai preso pro quartel. O quartel pegou fogo, a polícia deu sinal. Acorda acorda acorda a bandeira nacional”. A confusão da cena de um quartel, e a coreografia de marcha garantem muita dramatização por parte dos pequenos, que rapidamente perdem a timidez em grupo.

Foto: iStock

Além da ciranda, outros tipos de brincadeiras de roda e piques faziam a rua do bairro ficar cheia de criança. A criatividade rolava solta e qualquer espaço era perfeito para brincar. Amaralinha, Batata Quente, Cabra-Cega… brincadeiras eternizadas na infância coletiva. Vamos relembrar?

Brincadeiras de roda e outras que marcaram e marcam infâncias

Amarelinha

1ª etapa – O primeiro jogador, joga a pedra na primeira casa (1) e com um pé só pula esta pisando no 2, depois no 3 e 4 ao mesmo tempo, depois no 5 com um pé só, e depois no céu ( 6 e 7) com os dois pés ao mesmo tempo. Vira e volta, quando chegar no 2 pega a pedra no 1 e pula fora. Depois joga no 2. Pula no nº 1 com um pé só, salta o 2 e assim por diante. Não pode pisar na linha senão é a vez do outro.

2ª etapa – Chutinho – Joga-se a pedra perto, antes da amarelinha. Começa a chutar sem tocar nos riscos, se errar é a vez de outra criança.

3ª etapa – Joga-se sem pedra com os olhos vendados, então diz: pisei? E as outras crianças respondem não. Se pisar e disserem sim é a vez de outra.

4ª etapa – De costas, joga a pedra por trás de si, sem ver ainda onde parou. Onde a pedra cair exclui-se marcando um x com giz. Vira e começa a pular igual à primeira etapa, porém na casa excluída pode-se pisar com os dois pés.

Batata quente

Todos em roda, sentados no chão, com um objeto na mão vai passando e cantando a seguinte canção:

– Batata que passa quente, batata que já passou, quem ficar com a batata, coitadinho se queimou!

Quando disser queimou, a pessoa que estiver com o objeto na mão, sai da roda.

Cabra-cega

Escolha um lugar nem tão grande nem tão pequeno. Tire a sorte no par ou ímpar, no 0 ou 1 para ver quem será a cabra-cega. A cabra-cega deverá ter os olhos vedados com um lenço. Depois as crianças deverão rodar a cabra-cega e iniciar a brincadeira com as perguntas e respostas:

Todos: Cabra-Cega, de onde você veio?

Cabra-Cega: Vim lá do moinho.

Todos: O que você trouxe?

Cabra-Cega: Um saco de farinha.

Todos: Me dá um pouquinho?

Cabra-Cega: Não.

Todos então saem correndo e a cabra-cega deverá tentar pegar alguém. Quando conseguir ela deverá adivinhar quem é. Se acertar a presa deverá ser a próxima cabra-cega, se errar a cabra-cega continua sendo a mesma de antes.

*Brincadeiras adaptadas do portal Pedagogia ao Pé da Letra (https://pedagogiaaopedaletra.com)

Foto: iStock

Não tem como não ficar nostálgico ao lembrar de tantas brincadeiras de roda e de rua, mas não podemos esquecer dos brinquedos que de forma simples e mesmo artesanais faziam a alegria, como o peão, bolinha de gude… Com tudo é possível desenvolver um brinquedo. Quem nunca desceu grama abaixo em cima de um pedaço de papelão? Um fio de corda já fez muito a tarde de muitas crianças e um simples elástico nas pernas era a atração principal durante o intervalo do colégio.

Brincar é fácil, e se divertir mais ainda. É preciso ter apenas criatividade, uma rua tranquila e bons vizinhos. A tecnologia é muito útil, e os brinquedos cada vez mais modernos também têm sua contribuição para a cognição infantil, mas preservar o que nos foi passado há gerações mantém viva uma cultura de afeto pelas coisas simples da vida.

 

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