Literatura e liberdade: Chimamanda Ngozi Adichie

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Se o nome Chimamanda Ngozi Adichie não te diz nada, é preciso que você pare o que está fazendo agora e procure conhecer esta mulher. Ela encabeça, junto a outros nomes inspiradores, uma verdadeira revolução no pensar, no agir e no expressar feminino na contemporaneidade através da literatura. 

Quem é Chimamanda e por que nos inspira com sua literatura?

Nascida na cidade de Enugu, na Nigéria, em fins da década de 70, Chimamanda vem de uma família identificada como de etnia Igbo, povo cuja história é marcada por conflitos relativos à disputa de poder, na Guerra Civil Nigeriana. Mudou para os Estados Unidos aos 19 anos e lá estudou Comunicação e Ciências Políticas, tendo se especializado e recebido diversos títulos em decorrência do seu trabalho com a escrita.

Chimamanda tem publicados os livros: Hibisco Roxo (Purple Hibiscus, 2003), Meio Sol Amarelo (Half of a Yellow Sun, 2006), The Thing Around Your Neck (2009) e Americanah (2013). É recorrente como tema a abordagem de questões raciais, políticas e de gênero, envoltas em estimulantes atmosferas de paixão, autodescoberta, moral, empatia, força e coragem.

Para além de seus romances e personagens lutadores, a escritora é célebre por suas falas empoderadoras, como We Should All Be Feminists, 2014, que foi adaptado e se transformou no ensaio de mesmo nome, “Sejamos todos Feministas”, em que ela trata da importância de que, homens e mulheres, nos libertemos dos estereótipos castradores impostos pela sociedade e que possamos assim, nos reeducar e educar as futuras gerações no sentido de planejar a construção da tão sonhada igualdade.

Em o Perigo da História Única, Chimamanda também parte de experiências pessoais para discursar sobre como ideias pré-concebidas arriscam uma real compreensão do outro, reforçando, mais uma vez, a necessidade de quebrarmos estereótipos.

Segue como exemplo e inspiração, principalmente, para mulheres ao se identificar com o feminismo, autodeclarando-se como uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma e não para os homens”, numa apropriação de um rótulo que, muitas vezes, vem carregado de depreciação e desdém, mostrando que não se trata de guerra entre os sexos, mas sim de uma abertura de diálogo e entendimento para a construção de um mundo mais justo.

Assim é Chimamanda, que com sua eloquência e sagacidade faz ainda com que voltemos nossa atenção para África, um continente vivo, com uma história ativa e que produz literatura e arte, assim como todos os outros.

Sejamos como ela, atuando como modelos de uma nova mentalidade, rumo a um amanhã iluminado e mais próspero.

Até a próxima!

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