Desapego material: deixando a alma leve!

Desapego material

Em seus sermões, Buda já falava sobre o apego como uma forte característica humana. Para nós, nossos objetos são vistos como uma extensão de nós mesmos e de nossa personalidade. Isso torna extremamente difícil praticar o desapego material.

Mas entenda: o desapego material não precisa significar abrir mão de si mesmo. Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga, pelo contrário. Ao deixarmos ir aquilo que já não acrescenta mais em nossas vidas: seja uma roupa antiga, um móvel envelhecido ou até sentimentos, estamos abrindo espaço para que novas coisas e momentos surjam.

Quem nunca sentiu o alívio de observar o guarda roupas com mais espaço? Ou uma decoração mais suave após removermos alguns itens que nem sabíamos mais qual era a utilidade? E se esses objetos estiverem em um bom estado de conservação, ainda temos um outro motivo forte para desapegarmos deles: a doação.

Aquela roupa que não cabe mais, o sapato que você não usa tanto, dentre outros objetos que lá no fundo você sabe que não vai usar…tudo isso pode e com certeza fará outra pessoa feliz. Então, porque guardar algo que você quase nunca (ou nunca) usa, sendo que uma outra pessoa pode aproveitá-lo muito mais?

Antes de mais nada, é preciso entender que dinheiro e bens materiais podem trazer conforto, sentimento de vitória e de conquista, mas não fazem de você uma pessoa melhor. Aventure-se, experimente coisas novas, pois quando nos abrimos a possibilidades, podemos descobrir coisas legais e melhores.

Dicas para praticar o desapego material

Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação e por isso não devemos nos tornar apegados a elas. Não supervalorize aquilo que você possui, seja menos apegado à sua imagem ou a algum aspecto dela.

Vá ao seu guarda-roupa e observe-o, avalie as peças que estão guardadas nele. O que você usa realmente? Existe ali algo que você ache bonito, mas não lhe cai bem e você nunca usou? Existe alguma peça que você não usou em mais de um ano?

Se a resposta para essas duas últimas perguntas for afirmativa, pegue essas peças e remova-as do armário. Doe, passe adiante. Se em um ano você não usou aquela roupa, a probabilidade é de que você não vá usar mais.

Use a louça maravilhosa e o jogo de taças de cristal que só servem de enfeite e todos os outros tesouros escondidos a sete-chaves que você mantém em casa. Pratique o desapego dando para a irmã, amiga ou outra pessoa que vai fazer bom uso ou passe a usar o que está nos armários há anos.

Pare de guardar coisas com a justificativa de que o seu filho ou seu neto utilizarão aquilo no futuro. A cada dia mais vemos novos equipamentos, roupas, brinquedos e tecnologia melhores e mais avançados. É muito provável que até lá existam modelos e estilos melhores- e você terá ocupado espaço e juntado poeira à toa.

Faça uma seleção e doe o que você não usa. Deixe o seu armário e sua casa mais leve, assim como o seu espírito. Essa organização também é mental, servindo ainda como uma sessão de relaxamento. No fim, as lembranças é que serão importantes para os nossos amigos, filhos e netos, não os objetos!

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