Direito da mulher: brasileiras que lutam pela igualdade

Direito da mulher

O Instituto Datafolha aponta que 503 mulheres foram vítimas de agressões a cada uma hora no Brasil durante o ano de 2016. Vítimas da opressão, da desigualdade e do machismo, que infelizmente se faz presente em nosso dia a dia. No post de hoje apresentamos nomes de brasileiras que lutaram pela igualdade e o direito da mulher, bem como seu espaço e reconhecimento no Brasil. Dessa forma podemos nos inspirar em seus trabalhos e quem sabe construir um legado capaz de influenciar pessoas, para assim vivermos em uma sociedade igualitária.

Entendendo um pouco mais sobre o que essas figuras passaram em sua trajetória para conseguir maior respeito e igualdade para as mulheres, conseguiremos perceber os aspectos que ainda precisam ser modificados em nossa sociedade, principalmente no que tange o direito da mulher. Dessa forma seremos capazes de melhor identificar e coibir comportamentos que não se adequem à vida em sociedade no século XXI.

Nomes que construíram- e constroem- o direito da mulher no Brasil

Bertha Lutz

Sua intensa militância teve participação direta pela articulação política que resultou nas leis que deram direito de voto às mulheres e igualdade de direitos políticos nos anos 20 e 30. Como deputada, defendeu mudanças na legislação referentes ao trabalho da mulher e do menor, a isenção do serviço militar, a licença de três meses para a gestante e a redução da jornada de trabalho, que era então de 13 horas.

Rose Marie Muraro

Uma das mais significativas vozes do feminismo no Brasil. Nasceu praticamente cega, Rose teve determinação suficiente para se tornar uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo.

Autora de livros em que se retratava de forma contundente a condição da mulher na sociedade da época, como “A Sexualidade da Mulher Brasileira”, Rose foi uma das pioneiras do feminismo no país nas décadas de 60 e 70. Intelectual que lutava pela igualdade de direitos para as mulheres, foi reconhecida em 2005 pelo Governo Federal como Patrona do Feminismo Brasileiro.

Maria da Penha

Quando o assunto é igualdade de direitos, não podemos deixar Maria da Penha de fora! Biofarmacêutica brasileira que lutou contra o Estado para que seu agressor fosse condenado por seus crimes. Mãe de três filhas, hoje é símbolo de movimentos em defesa dos direitos das mulheres e da luta contra a violência doméstica.

Na década de 1980, seu marido tentou matá-la duas vezes. Sua denúncia chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerada, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Em 2006 viu seu nome dar título à lei que condena severamente agressores e que até hoje auxilia milhares de mulheres na luta contra a violência.

Débora Diniz

A antropóloga, pesquisadora e professora da Universidade de Brasília foi a líder da ação que tornou legal o aborto em caso de fetos anencéfalos.

Débora foi considerada pela revista norte-americana Foreign Policy um dos cem pensadores globais de 2016 graças à ação do Anis, instituto de bioética fundado por ela, frente ao Supremo Tribunal. A entidade defendeu a expansão do aborto legalizado para mulheres com zika no Brasil. Hoje, a interrupção da gravidez no país só é permitida para casos que envolvam estupro, risco à gestante ou anencefalia. No dia 07 de março de 2016 ela entrou com uma nova ação no supremo, pedindo a descriminalização do aborto em até 12 semanas de gestação.

Este ano, ela lançou o livro “Zika: Do sertão nordestino à ameaça global”. De maneira inédita o livro conta a história da epidemia brasileira que ganhou repercussão internacional, desde as limitadas informações no primeiro contato com os diagnósticos até o posterior envolvimento de pessoas na luta por direitos, em especial o direito da mulher, na construção de redes de solidariedade e na superação de adversidades.

 

Essas mulheres são grandes inspirações que, juntas e de maneira atemporal, já mudaram um pouquinho o mundo. Suas atitudes, que são tudo de bemglô, demonstram como para mudar a sociedade precisamos de muita determinação e um desejo latente de ver e viver a mudança.

Como afirma a ONU, em seu encarte Mais igualdade para as mulheres brasileiras: “É imperativo analisar em profundidade as áreas onde as desigualdades se manifestam, saber como se estruturam, como operam, suas consequências e, a partir deste exercício, propor ações para sua ruptura que incluam mecanismos baseados na igualdade de gênero e raça”.

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