Exposição Jean Michel Basquiat no CCBB-Brasilia

Basquiat

Depois de uma temporada de sucesso no Centro Cultural do Banco do Brasil em São Paulo, a exposição Jean Michel Basquiat chega a Brasília no próximo dia 21 com uma missão: mostrar que mesmo sem treinamento formal é possível fazer arte. Basquiat (1960-1988) foi um pintor norte-americano de ascendência afro-caribenha que tornou-se referência do neoexpressionismo com influências do grafite e hip hop.

Basquiat ganhou destaque nos universo das artes ainda aos 20 anos, em meio à Nova York caótica dos anos 70. Nos poucos anos de vida (falecido aos 27), o pintor conseguiu ascensão mundial, tendo quadros leiloados a mais de 100 milhões de dólares. Mas o sucesso tem uma justificativa: ao final dos anos de minimalismo, a arte de Basquiat era forte, expressiva e representava muito bem a liberdade artística que NY vivia na época.

No Brasil chegam mais de 90 de suas obras. Desde o dia 25 de janeiro no CCBB de São Paulo, a exposição ficará na capital brasileira de 21 de abril a 01 de julho. Duas semanas depois irá para Belo Horizonte e encerrará sua passagem pelo Brasil na cidade do Rio de Janeiro, de 12 de outubro a 08 de janeiro de 2019.

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Basquiat era negro, e um dos poucos que ganhou destaque fazendo arte. Suas influências vinham do jazz, da cultura de rua, do grafite, e fazia questão de representar toda essa contracultura em suas pinturas. Dizia-se que Basquiat foi um retorno ao sentido da pintura apaixonada. Poesia, dança e música estavam presentes em suas obras, que brincam com grafite e jogo de palavras, e fazia parte de uma parcela de artistas da época que estavam à margem com total liberdade de expressão, chamados neoexpressistas.

Sobre Jean Michel Basquiat

“Nas obras, ele usa as palavras mostrando que elas significam algo e também dá a elas a representação de imagens. Ele costura figuras, parte com planejamento, parte de forma poética. O método da colagem, que é também uma característica da arte do século 20, é muito presente na obra dele. Ele colava papéis, desenhos próprios e também xerox coloridos e pintava por cima. Ele tinha uma coleção de livros que consultava – tanto sobre História da arte quanto de outros temas”, contou o curador da exposição, Pieter Tjabbes, ao HuffPost Brasil.

Filho de pai de origem haitiana e de mãe porto-riquenha, Basquiat cresceu no Brooklyn, periferia de Nova York. Teve uma infância rebelde, tendo sido expulso da escola e também da casa de seus pais. Foi para as ruas e ao se encontrar com amigos entrou para a cena da arte de rua. Sua primeira assinatura foi SAMO (Same Old Shit), e era comum encontrar sua marca pelos muros da região.

Hoje, Basquiat é consagrado como o rosto de um movimento de arte viva, de arte rebelde, forte, com mensagem. Se você busca conhecer a Nova York dos anos 70 através das obras de um artista que veio das ruas, visite a exposição. E depois retorne para nos contar o que achou!

 

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