Filmes com mulheres empoderadas

Filmes com mulheres empoderadas

Cada vez mais as profissionais do cinema nacional e internacional querem que o tão propagado empoderamento das mulheres seja sinônimo de igualdade de condições e de respeito, tanto no ambiente de trabalho e nas oportunidades, quanto na avaliação de cada obra. Sendo assim, trazemos hoje algumas dicas de filmes com mulheres empoderadas para nos orgulhar, instigar e inspirar!

Dicas de filmes com mulheres protagonistas poderosas

“Hoje”, de Tata Amaral

Inspirada no livro Prova Contrária, de Fernando Bonassi, Tata Amaral dirigiu a história sobre uma ex-militante, vivida por Denise Fraga, que passa a ser assombrada pelas memórias das torturas sofridas nos tempos da ditadura no novo apartamento para o qual acaba de se mudar.  Vencedor de diversos prêmios no Festival de Brasília, o sensível longa acumula ainda uma passagem pelo Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.

“As Horas”, de Stephen Daldry

Produção relacionada à escritora inglesa Virginia Woolf (neste filme, interpretada por Nicole Kidman). Ele se passa em três épocas diferentes e mostra a história de três mulheres que estão ligadas ao livro “Mrs Dalloway”, de Virginia. Além de Nicole Kidman, estrelam: Meryl Streep, Julianne Moore, Claire Danes e Toni Collette. Fala sobre os anseios das mulheres, a inconformidade com a sociedade, vivências, a representação feminina… Um dos  nossos filmes com mulheres fortes em papéis empoderadores preferidos!

“A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral

Adaptação de Suzana Amaral para o romance homônimo de Clarice Lispector que marcou o rosto e os trejeitos da Macabea protagonista. A jovem nordestina, órfã em todos os aspectos, vem a São Paulo trabalhar como datilógrafa e desenha-se, em suas fragilidades, num forte retrato social. Suzana levou os prêmios de direção no Festival de Berlim (que também contemplou a atriz Marcélia Cartaxo), no Festival de Brasília (onde recebeu outros cinco troféus) e no Festival de Havana.

Nise – O Coração da Loucura

No enredo, a doutora Nise da Silveira propõe uma nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem da esquizofrenia, eliminando o eletrochoque e lobotomia, mas seus colegas de trabalho discordam do seu meio de tratamento e a isolam. O que resta a ela é assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma nova forma de lidar com os pacientes, através do amor e da arte.

O filme, que foi transmitido no Festival do Rio e na 39ª Mostra Internacional de Cinema, estrela Gloria Pires no papel principal. Com muita emoção e sinceridade, ele também foi levado ao Festival de Tóquio, onde ganhou o troféu de melhor filme e Gloria recebeu o de melhor atriz, concretizando a promessa de ser um dos melhores filmes brasileiros de 2016.

Em junho, Nise marcou presença em mais um Festival: Epernay Latin Film Festival, na França. O prêmio foi o de melhor (votado pelo público). No mês de outubro de 2016, o filme rendeu mais prêmios para a conta: Grand Prix de Melhor Filme, Melhor Diretor (Roberto Berliner), Melhor Atriz (Gloria Pires) e Melhor Filme – escolha do público jovem.

O filme já está disponível nos serviços de Streaming “Now” e “Netflix”!

Ainda hoje percebemos que nem sempre é dada a atenção devida para a importância de haverem narrativas contadas por mulheres. Essas narrativas influenciam e cooperam para a maior formação do cinema nacional. Que fique aqui a mensagem de que não existe e nem deveria existir um rótulo definitivo de ‘cinema feminino’, mas sim a valorização das vivências que as mulheres passam e entregam a cada um de seus papéis, percebendo a presença de um olhar único. Este olhar tem que ser valorizado!

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