Jornalistas mulheres que se destacaram no cinema

Jornalistas mulheres

Hoje é o dia do repórter, jornalista que trabalha especificamente com pesquisa e investigação para a produção de boas reportagens. Pensando nisso, a nossa pauta de arte e cultura hoje é justamente uma homenagem para essa profissão tão importante para os meios de comunicação e que já foi retratada diversas vezes no cinema. Mas com um plus: confira abaixo nossa indicação com três filmes inspiradores com jornalistas mulheres!

Filmes inspiradores com jornalistas mulheres

O Preço da Coragem

Em 2003 o diretor Joel Schumacher (responsável por O Fantasma da Ópera, de 2004, e Número 23, de 2007) levou para o cinema mundial a história de Veronica Guerin, jornalista assassinada em 1996 pelas ruas de Dublin e que até hoje é lembrada como um dos maiores nomes do jornalismo na Irlanda. Apesar do fim drástico em sua vida, a história da jornalista merece ser lembrada como um exemplo da coragem das mulheres em uma perigosa profissão como o jornalismo.

Veronica começou na profissão somente aos 30 anos de idade, mas aos 36 já iniciava sua maior investigação: a repórter foi um grande nome contra o tráfico de drogas que se instalava em Dublin, capital da Irlanda, nos anos 90. Em dois anos de atuação, a jornalista sofreu diversas repressões e ameaças da máfia irlandesa, mas não se amedrontou diante a oportunidade de conseguir fazer justiça no país.

Cate Blanchett (duas vezes premiada pelo Oscar) foi a reponsável por dar vida à Veronica nas telas, e elogiada por sua veracidade. A jornalista esteve em constante tensão em continuar a publicação de suas reportágens, cada vez mais aclamadas pelo povo irlandês, ou ceder à pressão dos criminosos. Com sua morte em um atentado pelas ruas de Dublin, a comoção popular tomou as ruas da capital, pressionando para que os responsáveis fossem presos. No ano seguinte os índices de violência caíram em 50% e ainda hoje há um busco em homenagem à repórter na cidade.

Mil Vezes Boa Noite

Mil Vezes Boa Noite venceu o Prêmio Especial do Juri no 37º Festival de Cinema de Montreal e é outro filme intenso que aborda a profissão do repórter , em especial das jornalistas mulheres, uma vez que tem uma personagem feminina como principal. O filme, de 2014 e dirigido por Erik Poppe, conta a história de Rebecca, uma fotojornalista de guerra que ao fotografar o que parece ser um ritual em um país africano descobre estar presenciando a preparação para um atentado terrorista. A explosão é inevitável, e mesmo ferida a a repórter vivida pela também vencedora do Oscar Juliette Binoch passa a seguir aquelas mulheres e ir em busca dessa história.

Com uma filha que sente falta da mãe e um marido que a aguarda em casa, o drama levanta questões sobre a atuação do jornalismo de guerra, os perigos e as responsabilidades de repórteres como rebecca, e toda a carga social, riscos e belezas que trazem essa profissão. Mil Vezes Boa Noite mostra a crueldade do mundo, tão presente ao nosso redor mas invisível se não fossem as lentes daqueles que buscam contar essas histórias. Entre família e trabalho, o filme aborda a realização da mulher em sua profissão e liberdade, além de discutir o poder e vital contribuição do jornalismo em ambientes de guerra.

 

Histórias Cruzadas

Histórias Cruzadas ficou três semanas ininterruptas ocupando o primeiro lugar dos filmes mais vistos nas salas de cinema dos Estados Unidos e se tornou um dos maiores sucessos de 2011. E não é pra menos: o filme de Tate Taylor, baseado no romance de Kathryn Stockett, mexe com a história dos EUA ao falar sobre como se dava o racismo na década de 60. Essa observação, ainda mais específica, se dava sob o olhar de duas empregadas domésticas negras (Viola Davis e Octavia Spencer)  em contato com a jornalista recém-formada Eugênia Skeeter Phelan (Emma Stone).

Em memória à sua babá já falecida, e com o sonho de se tornar uma grande escritora, Skeeter decide começar a investigar a situação das trabalhadoras de sua pequena cidade, no Mississipi. Aproxima-se do universo das domésticas após conseguir seu primeiro emprego na coluna de conselhos domésticos do jornal local, e vê nessa oportunidade a chance de contar histórias relevantes.

A repórter passa então a se reunir em segredo com as Abileen, a única das trabalhadoras que decide falar amplamente sobre suas experiências, e a partir dela Skeeter documenta diversos casos de discriminação e a intensidade da segregação daquela época. De forma sensível e intimista, Histórias Cruzadas resgata para os dias de hoje o histórico de opressão que os negros sofreram ao longo dos tempos, e uma importante mensagem de igualdade, além de explorar a responsabilidade da jornalista sobre aquelas histórias, o delicado trabalho de investigação em meio a um tempo de ampla discriminação, e a paixão que só um repórter com verdadeiro compromisso social tem em escrever histórias reais.

 

Como é possível observar nessas três histórias, a profissão de um repórter, em especial das jornalistas mulheres, é de extrema dedicação e paixão. Seja na eterna lembrança de Veronica Guerin, na coragem das que atuam em campos de guerra ou nas cidades do interior, a profissão dessas jornalistas mulheres merece ser reverenciada e homenageada como nesses filmes, que além de retratarem realidades, tiveram o delicado olhar sobre como se dá quando uma mulher ocupa tal posição. Feliz dia do repórter!

*Foto que ilustra a matéria: Cena do filme Veronica Guerin

 

 

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