Pintoras brasileiras para lembrar e valorizar

Pintoras brasileiras

O mundo das artes é vasto por si só. São mais de sete, certamente. A terceira delas, a pintura, também é vasta em sua dimensão, subdividida por períodos, estilísticas e diferentes expressões artísticas. Talvez se buscarmos se dividirmos as artes por geografia tenhamos um olhar mas específico, mas ainda em clima de semana da mulher não poderíamos ter outro foco que não a sensibilidade artística delas. Por isso, confira abaixo algumas pintoras brasileiras que contribuíram para a história da arte no Brasil.

Pintoras brasileiras inesquecíveis de nossa história

Tarsila do Amaral

Abaropu. Fonte: Wikipedia

Não há como falar de arte brasileira sem citar seu nome. Tarsila do Amaral é talvez o maior nome feminino dentre o modernismo. Ultrapassa barreiras e é considerada uma das representantes desde movimento em toda a América Latina. Sua principal tela, Abaporu, é a obra brasileira mais valorizada no mercado mundial, com valor estimado em 40 milhões de dólares. Hoje está exposta no Museu de arte latino-americana de Buenos Aires (MALBA), após comprada pelo colecionador argentino Eduardo Costantini por 2.5 milhões de dólares em 1995.

Anita Malfatti

A Estudante. Fonte: Wikipedia

Anita Mafalti é outro grande nome das pintoras brasileiras ao lado de Tarsila do Amaral. De fato, a união entre ambas era tão influente no movimento modernista que eram os dois únicos nomes no chamado Grupo dos Cinco, junto a Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, os cinco nomes à frente do modernismo brasileiro.  Anita nasceu e viveu com nasceu com atrofia no braço e mão direita, e recebeu o apoio e instrução para as artes de sua própria mãe, Eleonora Elizabeth “Betty” Krug. Encontrou-se no modernismo após anos de cursos pela Europa e Estados Unidos.

Rosina Becker do Valle

Adão e Eva antes do pecado. Fonte: Instituto Internacional de Arte Naif

Rosina é o que chamamos de uma pintora naif, termo àqueles que de forma autodidata encontraram um jeito único e pessoal de se expressar artisticamente. Desde que passou a pintar por lazer em 1955, já esteve em mais de 110 exposições não só no Brasil como internacionalmente. Foi uma das alunas na escola do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e teve como principal marca de seu trabalho o folclore e mata brasileiros. Hoje é possível encontrar suas obras no Museu de Arte Naif da Ilha de França, Museu de Arte Moderna de Hamburgo e Museu de Arte Moderna de Buenos Aires.

Haydéa Santiago

Fonte: Catálogo das Artes

Haydéa foi uma das pintoras brasileiras cujo lema era se opor “à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas” no início do século XX. Junto com seu marido, o também pintor Manoel Santiago, definiam-se enquanto discípulos de Eliseu Visconti, pintor ítalo-brasileiro tido como o mais expressivo representante da pintura impressionista no Brasil, de quem foram alunos. Haydéa transita entre gêneros variados, com pinceladas livres, da natureza morta às representações do cotidiano, como feiras e praças públicas. Sua formação esteve entre Rio de Janeiro e Paris, sendo premiada em ambos os países.

Abigail de Andrade

Estendendo a roupa. Fonte: Universia

Abigail de Andrade foi uma pintora nascida em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, ainda em 1864. Começou a estudar desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro apenas um ano após o decreto que passou a permitir a frequência feminina na escola. Por isso, pouco se sabe de seu trabalho ainda hoje. É reconhecida, porém, como a a primeira mulher premiada Exposição Geral de Belas Artes, em sua 26ª edição ocorrida em 1884. Seu reconhecimento representou o início de uma visibilidade institucional para as mulheres artistas no Brasil do fim do século XIX. Dentre as suas inspirações estão principalmente as cenas do cotidiano fluminense.

 

Tais pintoras brasileiras são algumas das que construíram a cena de mulheres artistas no Brasil, e cada uma à sua maneira abriu caminho para todas as artistas que hoje podem livremente produzir, expor e serem reconhecidas por isso. Que sempre lembremos das mulheres que contribuíram de forma igual aos homens para o fortalecimento e reconhecimento da arte brasileira mundo a fora!

 

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