7 anos em 7 mares

Salve, glorioses! Em setembro vamos falar dos oceanos, seguindo os 17 objetivos da Agenda 2030 da ONU. Setenta por cento do nosso planeta é composto por água. Os quatro grandes oceanos preservam biodiversidades distintas e cientistas estimam que 1/3 da vida marinha ainda é desconhecido. São milhões de espécies que sequer conhecemos mas já são ameaçadas pelo impacto humano, seja pela pesca predatória que ameaça espécies em extinção ou pela poluição. 

Atualmente, os oceanos recebem cerca de 25 milhões de toneladas de lixo por ano. Estamos vivendo em um ciclo sem controle de produção de lixo que deságua no mar; além disso, temos uma rede de empresas de variados tipos e potências que não respeitam leis ambientais, matando cerca de 100 mil animais marinhos ao ano, como aponta a ONU.

Acreditando no poder da comunicação, a fotógrafa Barbara Veiga, então com 22 anos, embarcou no famoso navio da Greenpeace, o Arctic Sunrise, junto com o marido, para participar da campanha “Cidade Amiga da Amazônia”, viajando pela costa brasileira, fechando acordos com governos locais, para que usassem apenas madeira extraída legalmente, fomentando o comércio justo, a sustentabilidade e o empoderamento de comunidades locais.

Foi sua maneira de fazer algo, que dependesse de sua vontade, algo que pudesse ser feito imediatamente: arrumou uma pequena bagagem e foi. Porém, a viagem que duraria alguns meses se transformou em uma cruzada que chegaria ao fim apenas sete anos depois. 

Apaixonada pelo mar, Bárbara viveu embarcada em navios das ONGs Greenpeace e Sea Shepherd  e navegou sete mares, sempre registrando e denunciando crimes ambientais ao redor do mundo: fazenda ilegal de atum no Mediterrâneo; matança de baleias nas Ilhas Faroes, em um costume local de tornar as águas do mar vermelhas; perseguição a navio baleeiro em santuário na Antártica, e piratas que fazem pesca ilegal na Somália. O aquecimento global é outro vilão, matando corais com o superaquecimento e fornecendo menos oxigênio para os animais com a elevação do ph da água. No total, ela esteve em mais de 80 países ! 

Toda essa jornada é importante pois denuncia essas e outras realidades, como a busca por petróleo, com derramamentos de óleo, causando danos irreversíveis como denuncia a Conexão-Abrolhos, uma rede de organizações ambientais na costa da Bahia. 

Hoje formada e aos 35, Barbara continua o seu ativismo usando a fotografia como ferramenta de denúncia. Conheça o livro de Barbara no site oficial e não deixe de acompanhar suas aventuras pelo Instagram.

 

 

 

 

 

 

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