Abraço Cultural: ensino com refugiados

Segundo a Agência da ONU para Refugiados, até 2017 o Brasil reconheceu oficialmente 10.145 refugiados vindos de diversas nacionalidades em busca de apoio, acolhimento e melhores oportunidades de vida. Na busca por inseri-los na comunidade brasileira e no mercado de trabalho, o Abraço Cultural construiu uma rede refugiados como professores de cursos de idiomas e cultura nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O projeto pioneiro surgiu em 2015 na capital paulista, e chegou na Cidade Maravilhosa no ao seguinte. “Os principais objetivos são promover a troca de experiências, a geração de renda e a valorização pessoal e cultural de refugiados residentes no Brasil. Ao mesmo tempo, possibilitamos aos alunos o aprendizado de idiomas, a quebra de barreiras e a vivência de aspectos culturais de outros países”.

Para ser refugiado reconhecido pela lei brasileira, é preciso emitir uma série de documentações que comprovem a sua real necessidade de refúgio. São consideradas refugiadas, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados, pessoas obrigadas a deixarem o seu país de origem ou de residência habitual por “temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos”. Até julho do ano passado, o Brasil registrou número recorde de solicitações de refúgio. Em sete meses foram 41.915 pedidos, frente a 33.866 pedidos durante todo o ano de 2017.

Abraço Cultural – Transformando essa realidade

A crise migratória é uma realidade e hoje mais de 22 milhões de pessoas vivem em refúgio. Os países que mais recebem refugiados são a Turquia, Paquistão e Líbano, mas o Brasil é reconhecido internacionalmente por sua cultura de paz e acolhimento. Integrar os que chegam é o desafio e neste sentido o Abraço Cultural é inovador e eficaz.

Nas duas maiores cidades do país, o Abraço Cultural capacita refugiados e elabora uma metodologia única. Os cursos de idioma são em árabe, espanhol, francês e inglês, mas além da língua, a proposta do projeto é que estes encontros sejam também aulas de cultura. Todo material didático é próprio da organização, e engloba no ensino de idiomas tradicional os aspectos históricos e culturais das nacionalidades de cada língua, como música, geografia, literatura, arte, cinema… as aulas de idiomas ocorrem em dois encontros semanais, e periodicamente o projeto organiza um Workshop de Tradições, ampliando esse conhecimento através da cultura do professor.

O Abraço oferece três modalidades de cursos: regulares, com duração de aproximadamente quatro meses e 3 horas de aulas semanais (em um ou dois encontros); o semi intensivo, com cerca de 2 meses de duração por módulo; e o intensivo, completo em apenas 1 mês com quatro aulas semanais de duração de 2 horas. Em ambas as cidades, a próxima turma regular se inicia apenas em agosto, e turmas intensivas apenas em julho (por ser um curso pensado para o período de férias).

Quem Faz

O projeto é coordenado por um time de cinco mulheres. No Rio, Tatiana Rodrigues (Coordenadora Gerencial), Roberta Sousa (Coordenadora de Comunicação) e Cacau Vieira (Coordenadora Pedagógica); e em São Paulo, Mariângela Gaberlini (Coordenadora Geral) e Débora Oliveira (Coordenadora Pedagógica). Todas elas com vasto conhecimento em educação e cultura, e experiência com voluntariado. Roberta e Tatiana se uniram ao Abraço Cultural inicialmente enquanto voluntárias. Além da coordenação e dos professores, todos os apoiadores trabalham voluntariamente para o projeto.

Em São Paulo, o Abraço Voluntário tem sede na Rua dos Pinheiros, 706 – Casa 6, em Pinheiros (próximo ao Metrô Fradique Coutinho). No Rio, a sede fica na Rua Conde de Bonfim, 488 – Tijuca (perto do Metrô Saens Peña). Entre em contato através dos e-mails [email protected] e [email protected], ou pelos telefones (11) 98300-7321 e (21) 99825-9907.

Além de divulgar os cursos e incentivar que mais pessoas conheçam o Abraço Cultural, também é possível contribuir com o projeto através de doações que financiam a capacitação dos professores e a expansão dos cursos (doe aqui).  Caso seja você um refugiado em busca de novas oportunidades, cadastre-se aqui para fazer parte deste Abraço e compartilhar a sua experiência. Para ser voluntário, entre em contato.

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