Astrologia com Juliana Coelho

Se você está lendo este texto, é quase certo que você seja um ser humano. Para termos certeza disso, vou propor aqui três perguntas e se a resposta para todas as questões for ‘sim’: sim, você é um ser humano e, então, teremos um ponto de partida para nossa troca astrológica.

  1. Você nasceu no planeta terra?
  2. Você nasceu dotado de uma consciência chamada mental?
  3. Você sabe que vai morrer um dia?  

Bem, antes de iniciarmos nossa coluna de estudos sobre astrologia, é importante tomarmos um pouco de consciência da nossa humanidade, já que quando falamos sobre ler  e interpretar um mapa astral (ou mapa natal), estamos falando sobre a observação do céu no momento em que chegamos ao Planeta Terra: momento do nosso nascimento, ou ainda, momento em que iniciamos a nossa: jornada humana.

“Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?”

(Fernando Pessoa, poema em linha reta)

Astrologia e Mapa Astral

Retrato do céu ou mapa astral de uma pessoa que nasceu em 01/03/2019 às 17h33 em SP/Brasil. (Fonte: astro.com)

Cabe lembrar que nós, seres humanos, abrigamos sentimentos contraditórios: nós somos dotados da capacidade de amar genuinamente uma outra pessoa e ao mesmo tempo ter algum tipo de ressentimento contra ela. Isso quer dizer que podemos amar e não amar a mesma pessoa ao mesmo tempo? Sim, e uma coisa não exclui a outra.

No entanto, somos doutrinados com a crença de que devemos ser ou sentir uma coisa ou outra, acreditamos viver em mundo dual, em que eu sou bonita ou feia; gorda ou magra; culpada ou vítima; certa ou errada. Quando na realidade, em condição humana, as coisas acontecem simultaneamente. Dessa forma, melhor seria dizer que em um mesmo dia posso ser bonita e feia; gorda e magra; culpada e vítima; certa e errada: e tudo ao mesmo tempo,  dependendo apenas do ângulo em que observamos a situação em questão.

Quando acreditamos que somos um ou outro, várias emoções são reprimidas: neste caso, emoção reprimida quer dizer emoções que não nos permitimos sentir, ou seja, escondemos de nós mesmos, jogamos certos sentimentos para o fundo do porão: tiramos de nossa visão consciente, acreditando que com isso eles deixarão de existir.

O resultado disso é algo como este simples exemplo: uma pessoa que diz “eu quero parar de comer doce, mas eu não consigo”.

Aqui, nós temos o sintoma de um conflito básico de vontades: dentro desta pessoa existe uma vontade legítima de reduzir a quantidade de doce (pode-se dizer uma vontade consciente de diminuir o açúcar) e ao mesmo tempo uma negação em parar; existe, portanto, uma intenção (inconsciente) de seguir comendo doce ao mesmo tempo em que há grande vontade de parar. É possível reformularmos esta frase e teremos algo, como: “eu quero parar de comer açúcar, mas eu não quero”.

Astrologia e autoinvestigação

Quando trocamos o “eu não consigo” por “eu não quero” temos um ponto de partida, quando assumimos a responsabilidade por aquilo que vivenciamos, nos tornamos mais íntimos de nós mesmos e então e só a partir disso temos condição de mudar a situação: e é exatamente aqui que pode ser feito um uso consciente da astrologia, como ferramenta de autoinvestigação.

Investigar, estudar, conhecer o seu mapa astral em seus ricos detalhes e curvas nos ajudará a compreender e a localizar essas dinâmicas inconscientes que, na maioria das vezes, governam a nossa vida, conduzindo-nos ao que chamamos: sofrimento e felicidade. Com o conhecimento astrológico, poderemos nos situar mais e melhor, com muito mais presença e carinho por nós mesmos.

Vamos aprender, daqui em diante, quais são os planetas e asteroides e suas funções no nosso mapa astral, assim como estudar os quatro elementos e os princípios e arquétipos dos doze signos do zodíaco. Vamos navegar pelo universo das doze casas astrológicas: os palcos da vida e, é claro, acompanhar e aprender a localizar os trânsitos e progressões, movimento cotidiano dos astros e a interferência de suas órbitas em nossa rotina.

Nossa coluna será um espaço de estudos de astrologia, nos encontraremos mensalmente  na intenção de criarmos um canal de trocas que também dialogue com outros temas de interesse simbólico e filosófico. Consideramos a astrologia um idioma, e falar ‘astrologuês’ é a nossa busca.

Até breve! 

Juliana Coelho

Quem é Juliana Coelho

31 anos, taurina de planetas no ar. Astróloga e professora de astrologia: criou o projeto ‘estudo dos astros’ há 5 anos, com a intenção de reunir pessoas e montar grupos de estudos de astrologia. Os cursos de astrologia seguem o princípio de: aprender astrologia com base no estudo de seu próprio mapa: o que faz de nossos encontros uma verdadeira jornada de autoinvestigação. Grande parte da inspiração dos meus textos vem dos estudos na linha transpessoal da psicologia, pathwork.

Contatos: [email protected] | @enquantoastro

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