Astrologia e os quatro elementos: Fogo

Introdução à mandala astrológica

Ao olharmos para a imagem a seguir, esta mandala simbólica do céu, podemos perceber o cruzar de duas linhas: unindo um eixo vertical (meridiano) a um horizontal — perceba a existência de duas pontas, nomeadas como AC e MC (estudaremos estas siglas mais adiante) — esta cruz divide os 360 graus (da circunferência) em quatro partes, as quais, fatalmente, associamos aos quatro pontos cardeais, logo: às quatro estações do ano e, por isso, aos quatro elementos: formando a tríade base do estudo da astrologia.

De olho na imagem, note a existência de dois grandes círculos — o primeiro (círculo de fora) é o que chamamos zodíaco — ou faixa zodiacal, onde orbitam os planetas — o segundo, o círculo das casas astrológicas, numeradas de 1 a 12 em sentido anti-horário.

Se dividirmos os 360º da circunferência por 90º (ângulo formado pelo encontro dos eixos vertical e horizontal) temos o número quatro: e são quatro as estações do ano, quatro os pontos cardeais básicos e quatro os elementos.

Ao elemento fogo, pode-se associar todo tipo de iniciativa, vontade, libido, busca: o princípio da ação e do movimento.

Neste encontro, vamos conhecer o princípio do primeiro elemento no estudo da astrologia: o fogo. cabe lembrar que ainda não vamos falar sobre o arquétipo dos signos de fogo — áries, leão e sagitário — por ora, conheceremos o princípio de cada elemento para, então, depois iniciarmos nossa pesquisa sobre os os doze signos.

Fogo

O elemento fogo está associado ao princípio gerador da vida e de prazer: a tudo o que inicia, o princípio, a origem: a força de arranque, assim como aquilo que nos move e nos alimenta em níveis vitais: a paixão.

Vida é igual a prazer: uma vida sem fogo é uma vida sem prazer: uma vida sem prazer é igual a uma vida sem presença, o prazer é o termômetro da qualidade de fogo na vida de alguém.

Grande exemplo da força do elemento fogo em nossa vida é o sol, seja por sua luz motivadora, seja pelo calor que gera vida, seja pela nutrição generosa em vitaminas. o calor aquece, magnetiza, atrai e encanta o olhar de quem os percebe: não é possível esconder o fogo.

Quando pensamos no fogo, podemos visualizar uma fogueira: a imagem do centro de calor da aldeia, que vaidosa e vigorosa domina e cria seu espaço de radiação. uma fogueira alimenta, nutre, ilumina, inspira, centraliza.

O princípio do fogo carrega toda a potência de ação e impulso, expansão, vitalidade, vigor e ousadia. a palavra ‘expressão’ é claramente associada ao elemento fogo — que não passa despercebido, o princípio do carisma e do brilho, do autêntico e espontâneo.

O tempo do fogo é agora, o tempo do presente, o momento oportuno: o tempo do prazer, daquilo que dura enquanto inspira.

Fogo é movimento

Um elemento essencial determina a vida, e ele se chama movimento; não pode haver vida sem movimento.

O coração, centro do corpo humano (símbolo do fogo), bate com foco e ritmo, bombeando instintivamente o sangue que vai fluir pelas correntes sanguíneas em movimento contínuo, assim como o movimento de rotação e translação do planeta terra em torno do sol (centro de vida), motivo primário de nossa relação com o tempo e origem do relógio (24 horas: tempo de giro do planeta terra em torno de si mesmo). em síntese, onde há movimento há criação e, portanto, vida.

O elemento fogo é também símbolo de confiança, como é importante encontrar os nossos pontos de fogo ou, em outras palavras, áreas da vida em que nos regeneramos e reencontramos a confiança. confiar na vida é um lema pro elemento fogo.

O fogo é movido por aquilo que está e não por aquilo que pode vir a ser, o fogo é agora e não considera hipóteses: o fogo não tem dúvidas, o fogo age: o fogo acontece: o fogo destrói.

O ser humano se sente necessariamente perdido até encontrar o caminho para o centro do seu ser” (Pathwork, 2015)

O elemento fogo é aquilo que antecede à realização — você pode ter um banquete à sua frente, se você não tiver apetite, nada ali servirá ao propósito: a fome antecede o banquete, assim como o fogo antecede à cristalização.

O fogo é o que antecede, o fogo é paixão: o impulsionador de acaso, do destino e de tudo o que consideramos realidade. medir a qualidade de fogo na sua realidade é igual a dosar seu nível de envolvimento com a vida: a vida como princípio criador de oportunidades e desafios: apaixonar-se pela sua história sem a pretensão de amá-la: sendo, apenas, vivo.

 

 

 

 

 

 

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