Beka Munduruku, uma voz adolescente da Amazônia
Quarta Gloriosa

Beka Munduruku, uma voz adolescente da Amazônia

Beka Munduruku, uma voz adolescente da Amazônia

Salve, Glorioses! Como sabemos, o futuro pertence aos jovens. Graças a essa energia, temos a menina Greta Thunberg como exemplo de uma juventude cada vez mais aliada às causas sociais e ambientais. No Brasil, uma jovem indígena segue os mesmos passos e faz ouvir a voz da floresta e as necessidades de seu povo. 

Beka Munduruku tem 16 anos e vive na aldeia Sawré Muybu, uma das doze comunidades ameaçadas de alagamento pela construção da hidrelétrica São Luiz do Tapajós – apenas uma das 43 hidrelétricas a serem construídas na Bacia do Tapajós. Esse projeto foi arquivado em 2016 devido ao impacto que causaria à vida dos índios e ribeirinhos que precisariam ser removidos de suas terras. Porém, há sinais de que seja retomado em 2022.

Em nome de que?

Por conta disso,  a ONG Uma Gota no Oceano, responsável por potencializar ações em prol dos direitos indígenas, lançou a campanha “Em Nome de Que?”, onde Beka denuncia essa iminente ameaça ao rio Tapajós e à vida, de maneira ampla.

Na aldeia munduruku, a vida acontece em equilíbrio: os homens sustentam a comunidade com a caça e a pesca e as mulheres trabalham no artesanato e na manufatura da farinha de mandioca. Se as  hidrelétricas forem feitas, todo esse ambiente será alterado, pois, além de interromperem o fluir do rio, afastarão os bichos, modificando todo o ecossistema.

A luta do povo Munduruku, contra as hidrelétricas, é pela sua própria sobrevivência e já é antiga. Tanto que, em 2015 foram, em comitiva, à Genebra (Suíça) para defender o rio junto ao conselho de direitos humanos da ONU; no ano seguinte, reuniram mais de 50 mil assinaturas em um abaixo-assinado em defesa do Tapajós, e há três anos, 200 deles ocuparam o canteiro de obras de São Manoel, uma outra barragem prevista na bacia, dando visibilidade ao problema.

Não por acaso, os munduruku são uma das etnias guerreiras de maior resistência à colonização, e Beka é a mais  nova voz na luta desse povo, que conta com 13 mil indivíduos. Essa campanha chegou ao Vaticano em outubro do ano passado, durante o Sínodo dos Bispos com representantes de nove países, mas apesar de todos os esforços, as terras indígenas ainda estão sem as  devidas demarcações, desobedecendo o artigo 231 da nossa Constituição.

No ano passado, a rede de televisão alemã DW produziu um especial sobre o povo munduruku e a cultura ameaçada pelas hidrelétricas.  Assista aqui

Para unir a sua voz à causa pela preservação do rio Tapajós, assine a petição “Salve o Coração da Amazônia”. Já são mais de 1.217.000 contribuições. Confiram o vídeo de Beka e compartilhem nas redes. Juntes, podemos potencializar esta história e pensar num futuro.

Um beijo e até a próxima Quarta Gloriosa.


LOJA BEMGLÔ

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