Floresta Iluminada

Salve, Gloriosxs! A energia elétrica está presente em quase todas as atividades da nossa vida. No Brasil, mais de 70% da energia é gerada em hidrelétricas, um sistema caro e impactante para o nosso meio ambiente. O fato é que estamos tão habituados a ela, que nem nos damos conta de que o acesso à energia ainda é limitado às metrópoles e suas periferias.

Nas florestas, O diesel ainda é a energia mais usada, porém, além de poluente, faz barulho e rende pouco. Além disso, para adquiri-lo, é preciso ir até à cidade, o que pode levar muitas horas, num barco também à diesel. Comprar o combustível, por sua vez, também é caro, fazendo com que essas comunidades vivam um círculo vicioso e sem lógica em busca do acesso à energia nessas vastas regiões.

O acesso à energia limpa é o Objetivo 7 da Agenda 2030, sobre a qual estamos falando durante todo este mês. De fácil instalação, as células foto-voltaicas operaram uma verdadeira revolução na vida das populações indígenas e ribeirinhas, transformando a rotina dessas pessoas, muito além do acender de uma lâmpada, influenciando também no acesso à cultura, saúde, educação e renda.

Uma iniciativa super bacana do Instituto Socioambiental, a websérie “Floresta Iluminada – energia limpa para os povos da Amazônia” acompanha e mostra a rotina dessas comunidades antes e depois da chegada da energia, como as mulheres da comunidade Carão, na Reserva Tapajós Arapiun, no Pará.

Foi com a energia solar que elas puderam ter acesso à internet e divulgar os doces e licores que fazem na aldeia. O sucesso foi tão grande que hoje é uma startup e principal fonte de renda para a comunidade.

Energia limpa na Amazônia

Outra floresta iluminada foi o Polo Pavuru, no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Lá a energia trouxe também um avanço fundamental na saúde. Antes  as vacinas eram resfriadas com placas de gelo trazidas da cidade, e essa era apenas uma das limitações enfrentadas pelos médicos do Projeto Xingu.  A tecnologia limpa levou para uma região tão afastada melhores condições de tratamento humano.

Em Roraima, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol não só ganhou estação de energia solar como tem tudo para ser a primeira terra indígena com sistema de energia eólica. Os esforços estão sendo feitos pelo Instituto Socioambiental e o governo local. Além da própria natureza, quem ganha com isso é a comunidade e as mulheres que produzem artesanato na comunidade Maturuca. Agora elas tem um centro equipado de trabalho, que agiliza a produção sem perder a riqueza cultural.

O acesso à energia é um direito de todos, e se beneficiar da tecnologia os aproxima do restante do país e do mundo, mostrando e falando sobre a própria realidade e divulgando ainda mais sua arte e cultura, se assim for de sua vontade.

A energia solar chega nas florestas com respeito ao meio ambiente e o retrato de uma nova realidade, cada vez mais autônoma. Aprendemos com essas histórias que a energia em terras indígenas é bem vinda, desde que de forma limpa.

Assista aos episódios clicando aqui e se inspire ainda mais na defesa da natureza e dos hábitos sustentáveis!

 

 

 

 

 

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