Música em família

Estar em família é sempre um momento especial, principalmente na época de final de ano com as confraternizações que se aproximam. São momentos de troca de afeto, reflexão, muitas vezes saudade e principalmente um bom estímulo ao nosso bem estar. Quando esses momentos são regados por arte, como a música, tornam-se ainda mais proveitosos e eficazes. Isso porque a arte envolve a todos através do que temos de mais puro: as sensações.

Música e bem estar

De acordo com o “Grupo Suprapartidário para Artes, Saúde e Bem-estar”, do Parlamento Britânico, a arte deveria ser incluída nas táticas de saúde pública tamanho seu benefício para o bem-estar da população. Para isso, lançaram um documento em 2017 onde listam uma série de pesquisas que comprovam esse impacto, como o projeto “Creative Families”, produzido pelo time de saúde parental Southwark Council’s Mental Health e a galeria South London.

O projeto trabalhou com 46 mães e 61 filhos de até cinco anos. Ao longo de 10 semanas em contato com música, pintura e outras formas de arte, a pesquisa registrou 77% de redução dos casos de ansiedade e depressão, e 86% na diminuição do estresse em geral. Além disso, o estudo aponta o fortalecimento dos laços afetivos entre mães e filhos, estimulando o desenvolvimento social e emocional, através dos momentos compartilhados em família. Acesse aqui o documento.

Estudos como esse são bem comuns e apenas legitimam o que artistas defendem a todo momento: a capacidade da arte em unir pessoas. A música, em especial, nos afeta de diversas maneiras. Ela é capaz de diminuir a nossa ansiedade, quadros de estresse e também depressão. No artigo “Música e saúde – Que tipo de música é útil para quem?” (leia aqui),  publicado pela Universidade de Medicina da Alemanha, a música aparece como um verdadeiro remédio para a mente, acessando aspectos do nosso corpo que relaxam tensões e aliviam nossa percepção de dor, além também de abordar os diferentes tipos de gêneros musicais e suas contribuições para o nosso relaxamento e até mesmo melhoria na qualidade do sono.

Estar em família

Quando trazemos essas pesquisas para o nosso dia a dia, percebemos que o impacto da música ultrapassa as barreiras do entretenimento.  Quem nunca dormiu com uma música relaxante no fone de ouvido? Ou correu animado para preparar a playlist de uma festa? A música de fato cria uma atmosfera que dialoga com o nosso corpo e com as nossas sensações. Em família, criam um momento de cura; quando as diferenças se dissipam em uma atmosfera de alegria, cumplicidade e identificação. Muito disso porque a música também libera dopamina, o neurotransmissor da alegria, que ativa em nosso cérebro sensações de prazer, recompensa e gratidão. Por isso, se parar para observar, estamos sempre incluindo o ato de ouvir música nas diferentes atividades do dia.

Do ponto de vista psicossocial, estar em família, envolvido com os benefícios criativos da música, fortalece vínculos, estimula a interação, o diálogo e um momento de comunhão que muitas vezes falta nas novas famílias, que, imersas nas distrações das tecnologias ou na pressa da vida urbana, não determinam um tempo de sua rotina para pararem tudo, estarem juntos e se aproveitarem, se reconectarem.  Em contribuição ao portal G1, a pediatra Ana Escobar e a musicoterapeuta Marly Chagas elencaram uma série desses estímulos.

 

O que podemos concluir é que a música é um remédio para o corpo e para a mente. Em família, esses benefícios se potencializam porque ajudam a fortalecer a convivência familiar e promovem momentos de manutenção desse prazer que é estar juntos. Por isso, caso você ainda não tenha o hábito, leve mais música para sua vida e dentro de sua casa! O que está esperando?

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