nortes do eu: meio do céu

Oposto ao IC – início do céu – o MC – Meio do céu ou Zênite é o grau da eclíptica que fica no ponto mais alto do meridiano de qualquer ponto e marca a cúspide da 10ª casa.

Em breve, em nossos encontros de astrologia, estudaremos mais a fundo casa por casa e entenderemos melhor o sentido e a aplicação das casas astrológicas em nossa interpretação astral.

Considerando que a casa 4 ou o Início do Céu nos revela aquilo que guardamos em nosso passado, em nossa intimidade, a casa 10 – o MC – representa tudo aquilo que, por contrário, projetamos, aquilo que está exposto.

Por ser um ponto referenciado simbolicamente como norte, temos no signo da cúspide do meio do céu informações importantes sobre que direção tomar em nossa jornada rumo à realização.

Um caso

Uma pessoa que tem o meio do céu em peixes terá um caminho rumo à autorrealização muito mais abstrato que alguém com o meio do céu nos signos de capricórnio ou virgem.

Meio do céu: história de ambição e realização

A casa 10 é comumente representada como um palco da vida em que conceitos, como carreira e sucesso são evidenciados e interpretados como sinônimos de realização.

O que fica suspenso nesses conceitos é que a astrologia, como a psicologia da Antiguidade nasce antes do próprio conceito de carreira: de forma que o meio do céu e mesmo o de realização pode ser interpretado de forma muito mais complexa. 

Meio do céu: a realização está depois das defesas

O caminho por onde nos realizamos fatalmente nos levará 

a encarar aquilo de que nos defendemos. 

Se você diz, ‘quero me realizar’, um bom começo – antes de entendermos o que significa ‘realização’ pra você – é perguntar-se: de que eu venho me defendendo?

Tenho estudado e percebido nos encontros para leitura e nos relatos investigados, o fato de que: nós nos defendemos daquilo que mais ansiamos.

Então, eu me defendo da minha realização? 

Pode-se dizer que sim, é isso.

Temos medo de ser grandes, temos mais medo de sermos realizados do que de nos esconder. Parece uma inversão, e é. Acreditamos mais na desonestidade que na honestidade de alguém.

Cabe a nós investigar do que estamos nos defendendo e por quê. Assim começaremos a entender melhor que tipo estratégias usamos para nos defender, como fazemos pra nos proteger e aí estaremos cada vez mais perto de entender sobre nossos dons e talentos, que nos conduzirão a tal da realização.

Início-meio do céu: casas 4 e 10

O eixo início-meio do céu trata justamente desta questão de valores em nossa jornada: o que eu guardo em minha memória inconsciente (casa 4) é aquilo que me impulsiona a realizar-me (casa 10) de maneira mais integrada.

Memória e realização

Quando falamos do eixo casas 4-10, estamos falando do eixo: tempo. Lembra? A memória da casa 4 impulsiona a realização da casa 10. Podemos dizer ‘superficialmente’: de onde viemos, para onde vamos: sul – norte.

A memória está relacionada ao tempo, aquilo que de alguma forma vimos, ouvimos, tocamos e sentimos em algum momento da nossa vida: isso compõe nosso imaginário inconsciente (nossa caixa-preta): aquilo que mais tememos. 

Nossos dons e talentos moram atrás das nossas defesas: nossas grandes habilidades e ousadias criativas moram atrás daquilo que mais nos assusta, por isso a grande realização, tida como principal tema do meio do céu, é a busca por conhecer e atravessar os nossos medos.

Como caminhar astrologicamente?

Para aplicar tudo o que estamos estudando aqui mais praticamente em seu mapa astral, você precisa entender sobre os signos e o conceito de cúspide, ambos já tratados aqui em nossa coluna de astrologia.

Por exemplo, você vai conseguir ler como é a sua casa 10 analisando o signo na qual ela começa, e a casa 4, veja, vai estar exatamente no signo oposto. Por exemplo, uma casa 10 que abre em peixes vai ter inversamente a casa 4 em virgem (signos que são opostos complementares). Então, você passa a estudar as casas via eixos e não mais casa a casa.

Devemos seguir estudando as casas astrológicas pelos seguintes eixos:

1 e 7: relações: eu e o outro

2 e 8: valores e riquezas / apegos e compulsões

3 e 9: aqui e lá / desenvolvimento do intelecto e buscas por propósito

4 e 10: passado e futuro: de onde viemos, para onde vamos

5 e 11: ego criativo e mundo compartilhado: eu sozinho e amizades 

6 e 12: serviço desinteressado pela transcendência: sexto sentido

Por que a família importa?

Tomar alguma distância física e emocional para estudar um pouco a estrutura familiar em que você está inserido vai te trazer grandes informações também sobre a sua caixa-preta e sobre seu caminho de realização.

Para finalizar e até nosso próximo encontro, tome uma tarde de chá com seus avós (ou alguém da sua família) e faça algumas perguntas com olhar investigativo, você pode ter grandes revelações sobre si mesmo.

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