O estilo Afropunk

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Começando como um documentário que destacou a presença de afro-americanos na cena punk, o Afropunk tornou-se muito mais. Agora há o Afro Punk Festival e uma subcultura inteira dedicada a celebrar o multiculturalismo na cena alternativa mundial. E por isso contaremos um pouquinho dessa história no post de hoje!

A história do movimento Afropunk

O movimento surgiu em meados dos anos 90 nos EUA. Por causa do cenário racista da época, a comunidade negra se via impedida de frequentar shows e festivais punks, que eram predominantemente frequentados por pessoas brancas. E mesmo que, ironicamente, tenham sido os negros os inventores do gênero, estes encontravam cada vez menos representatividade nesse espaço. Cansados de serem excluídos desses ambientes, James Spooner e outros amantes do estilo punk começaram um movimento que está, a cada dia mais, ganhando mais força e dando voz à tantas pessoas que antes eram oprimidas.

Em 2003 Spooner lançou o seu documentário contando a sua história e de tantos outros. Intitulado Afro Punk, o filme destacava a baixa presença de pessoas negras na cena punk americana, com filmagens feitas à mão, explorando as formas pelas quais o Black Punk se identifica nas cenas Punk e hardcore. O movimento disponibiliza o documentário completo no Youtube.

O filme ajudou a empoderar jovens excluídos no mundo todo, ajudando-os a entender que eles não são estranhos à cultura punk, mas sim responsáveis por mantê-la viva. Logo após isto, o site AfroPunk foi posto no ar, e é atualizado diariamente com moda, música, identidade e outros assuntos culturais.

O movimento foi crescendo tanto que logo nasceu o Festival AfroPunk, onde artistas negros que tocam black music se reúnem para celebrar esse movimento tão lindo. Nomes como Ice Cube, Janelle Monáe, Saul Williams, Tyler The Creator, Suicidal Tendencies, Chuck D e muitos outros já passaram por seus palcos. O movimento cresceu tanto que, em 2017, o festival aconteceu em cinco diferentes edições: Paris, Londres, Brooklyn, Atlanta e Joanesburgo. E nós estamos ansiosíssimxs por aqui para uma futura edição no Brasil!

Moda Afropunk

É claro que dentro dessa mistura tão rica, não poderíamos deixar de falar um pouquinho sobre o estilo que permeia esse movimento. A moda ocupa um espaço primordial na estética do movimento Afropunk, mas tentar encontrar um estilo inerente que percorre todo o movimento é praticamente impossível! As roupas são tão diversas quanto a enxurrada de rostos que você pode encontrar no festival anual. Mas existem algumas semelhanças que unem a comunidade.

O visual é punk rock misturado com fortes vibrações étnicas: peças étnicas vintage, estampas tribais e o cabelo, claro! Lindos afro completos ou alguns raspados em afro-hawks, tingidos em cores incríveis, trancinhas, tecidos, dreadlocks e estilos super criativos. Ah, e não podemos esquecer as influências de estilo skatistas, com um estilo urbano e um skate debaixo de um braço. Dá uma conferida:

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Aqui no Brasil, a tendência estética afropunk, assim como a cultura sneaker e street aparece cada vez com mais força. A africanidade chega com tudo, se misturando e dando visibilidade a esse movimento fashion e pioneiro.  Cada vez mais as pessoas, dentre elas grandes artistas, assumem o estilo afro com uma pegada mais urbana, como é o caso da rapper Karol Conká, a cantora Linn da Quebrada e a blogueira Magá Moura. O AfroPunk tem um poder estético muito forte, que carrega no visual o ativismo negro, resgatando toda a ancestralidade dessa cultura.

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O movimento Afropunk é muito importante para a autoestima da comunidade afrodescendente no Brasil. Ele dá voz à comunidade, fazendo com que a estética de sua cultura seja valorizada e respeitada, mostrando que o Afropunk vem em diferentes formas, cores e tamanhos. Viva a diversidade!

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