Projeto Teto: Sociedade justa e sem pobreza

Mais de 100 milhões de latino-americanos vivem em situação de pobreza em comunidades-precárias. 14,83 milhões desses, apenas no Brasil. Para reverter esse quadro de extrema pobreza, a organização não governamental Teto/Techo organiza mutirões para construção de moradias populares em comunidades precárias por todo o país e América Latina. São casas pré-moldadas em madeira, construídas com financiamento coletivo pelas redes sociais e implantadas com uma rede de voluntários em parceria com os próprios moradores das comunidades beneficiadas. Um projeto social desenvolvido em coletivo e para o coletivo.

Foto: Inema Simony Souza (Facebook)

Teto: transformando realidades

O Teto está presente em mais de 20 países entre América Latina e também Caribe. Até 2016, dada o último relatório de impacto, foram mais de 114 mil casas construídas com a ajuda de mais de 940 mil voluntários mobilizados. No Brasil, a organização atua desde 2007 e dados de 2017 apontam a construção de 3.400 moradias de emergência, mobilização de 45 mil voluntários, além de 36 projetos comunitários realizados com um total de renda de mais de 7 milhões de reais. Nos 10 anos de atuação brasileira, foram 100 comunidades em que o Teto já trabalhou ou ainda trabalha no Brasil. O programa de construção de moradia de emergência é o mais reconhecido do Teto, por suprir uma das necessidades mais básicas e urgentes das famílias que vivem em favelas de extrema precariedade. Esses números ilustram o tamanho do impacto do projeto em soluções comunitárias.

O trabalho de construção de casas é resultado de um processo. Primeiro, é feita uma pesquisa constante nos estados onde o Teto atua: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Minas Gerais. Estudadas as realidades e possibilidades, embaixadores da organização destes estados desenvolvem planos de trabalho e dá-se início ao período de captação de recursos. A principal forma de captação é o financiamento coletivo, através do portal Benfeitoria. No perfil do teto (clique aqui) é possível acompanhar todas as campanhas de arrecadação em andamentos e as quantias já atingidas para os respectivos projetos. Neste ano, o foco foi a construção de 100 cadas entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, a maior ação que o Teto já realizou.

Com o financiamento atingido, os embaixadores organizam os times que construírão nas comunidades atingidas. Para participar, é necessário ficar atento ao Facebook do Teto, pois é lá onde são anunciadas todas as construções e chamadas para inscrição. Entre os dias 24 e 25 de novembro, os locais escolhidos foram as comunidades Jardim Gramacho e Vila Beira Mar, em Duque de Caxias; além da Pomar da Casa Branca, em Mangaratiba, e Aldeia III, em Campos dos Goytacazes. Todas no Rio de Janeiro. Para participar da construção, os voluntários precisaram se inscrever no evento online, e uma vez selecionados precisam se comprometer com a integral participação.

São dois dias de completa imersão no trabalho, deslocados para o município na noite do dia 23, retornando apenas ao final das atividades no dia 25. Além disso, é feita uma pré-logistica dias antes da ação, e um dia de pintura dias depois. É também  necessário levar equipamentos de construção e proteção individual, como luvas, óculos, capacete, ferramentas, etc. Em Dezembro, o Teto Minas Gerais foi o responsável pela construção de 19 casas na comunidade Terra Nossa, no bairro Taquaril (Belo Horizonte) e na Aldeia Pataxó Naô Xohã, em São João de Bicas.

Contribuindo com o Teto

Como comunidade precária, o Teto entende “um conjunto de um mínimo de 8 famílias agrupadas ou contíguas, onde mais de metade da população não tem título de propriedade sobre a terra, nem acesso regular a pelo menos dois dos serviços básicos: água corrente, energia elétrica com medidor doméstico e/ou saneamento básico através da rede de esgoto regular”. Para entender essa realidade, o Teto desenvolveu diversas investigações por toda a América Latina. Com base nas informações coletadas na Costa Rica (2013), Nicarágua (2013), Colômbia (2015), Argentina (2016), Chile (2016) Guatemala (2016) e Paraguai (2016), a organização dimensionou que 3 de 4 comunidades precárias (75%) não têm conexão com rede de esgoto, 1 em 3 (36%) não possui serviço de eletricidade e mais da metade (53%) não tem conexão com serviço de água potável.  

Para contribuir com as ações do Teto, você pode doar ou se voluntariar. As doações podem ser únicas ou também recorrentes, via Paypal ou depósito bancário. Já o voluntário também divide-se entre ações pontuais (como as construções) ou programas de voluntariado fixo, com compromisso de seis meses ou mais contribuindo nos mais variados trabalhos:  levantamento de informações socioeconômicas nas comunidades, reuniões com os moradores, campanhas em universidades e campanhas de coleta. O Teto também organiza eventos de formação social/política, como o Fórum de Cidadania e Pobreza, e encontros internos como reuniões com líderes, conferências de equipes, espaços de reflexão e datas comemorativas importantes para o projeto como Dia dos Voluntários, da Erradicação da Pobreza, entre outros.

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No Brasil, os quase 14 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade social vivem com cerca de R$130 reais por mês. Contribua com a transformação dessa realidade. Acesse o portal do Teto Brasil aqui.

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