Slow Fashion: adote essa moda!

slow fashion

O sistema de produção de moda atual, chamado de Fast Fashion, prioriza a produção em massa, uma vez que a globalização, o apelo visual e a necessidade constante do “novo” fazem com que as empresas queiram acelerar cada vez mais o processo. Isso causa uma maior ocultação dos impactos ambientais causados na produção e um custo baseado em mão-de-obra e materiais baratos sem levar em conta os aspectos sociais da produção. É no caminho contrário que surgiu o Slow Fashion, uma alternativa socioambiental bem mais sustentável.

Voltado apenas para o uso imediato, o fast fashion não considera valor do trabalho, impactos no meio ambiente, originalidade e qualidade da peça. Essa cultura apenas replica tendências vistas nas passarelas por preços irrisórios, contribuindo e muito com a propagação de hábitos e ideais tóxicos para a sociedade e para o planeta. Em muitos casos, não existe a preocupação com os materiais utilizados na confecção das peças, a condições de trabalho das pessoas que as criam muitas vezes são análogas às condições do trabalho escravo e, em muitos casos, o meio ambiente é destruído.

Inclusive, segundo o site do Greenpeace, algumas substâncias tóxicas são despejadas nos rios e lagos de países onde são fabricadas, além de estarem também sendo liberadas das roupas compradas e vendidas no mundo todo. Quando liberadas no meio ambiente, elas podem contaminá-lo e algumas podem se tornar substâncias tóxicas capazes de causar distúrbios hormonais e gerar riscos de saúde para crianças e adultos.

Slow fashion: na contramão da produção em massa

A moda slow emergiu, então, procurando incentivar a consciência ética. Seus valores prezam pela diversidade, priorizando o local em relação ao global, promovendo consciência socioambiental e contribuindo para a confiança entre produtores e consumidores. Além disso, ela procura estabelecer preços reais, que incorporam custos sociais e ecológicos, mantendo sua produção entre pequena e média escalas.

Curiosamente, uma forma de prolongar a vida útil das roupas, calçados e acessórios no slow fashion é o remendo. Essa prática, que deixou de ser utilizada principalmente por ser associada à pobreza, foi retomada pelo slow fashion e ganhou credibilidade, sendo referida como uma forma de reciclagem. A Rede Asta, nossa parceira, faz trabalhos incríveis com remendos, que vale super a pena conferir.

Todo esse movimento de slow fashion nos inspira a refletir ainda mais sobre aquilo que entra em nosso guarda-roupas. Como falamos aqui no blog, a campanha #QuemFezMinhasRoupas nunca se fez mais necessária. Pensar criticamente sobre o método de produção das nossas roupas nos ajuda a fazer escolhas melhores, priorizando a qualidade sobre a quantidade, o sustentável sobre o destrutivo e, o mais legal, é que nos faz sentir melhor com o mundo e a sociedade em que vivemos. Devemos ser a mudança que queremos ver! ?

 

 

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