A Transparência na Moda

Transparência na moda é tendência! E não estamos falando de tecidos finíssimos que deixam entrever a silhueta. O que se revela, neste caso, é muito mais importante!

Na próxima semana, acontecem dois eventos que visam aumentar a transparência na moda, garantindo a melhoria das condições de trabalho na cadeia produtiva. 

No dia 10/12, o Fashion Revolution Brasil –braço brasileiro do movimento global Fashion Revolution– lança a segunda edição do Índice de Transparência da Moda no Brasil 2019. 

A publicação analisa o nível de transparência das 30 maiores marcas da indústria da moda no Brasil, à partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da ONU, como: desigualdade de gênero, condições de trabalho e gestão de resíduos, entre outros. 

Segundo o Fashion Revolution Brasil, “a metodologia do Índice de Transparência da Moda se concentra exclusivamente em capturar informações públicas das empresas”, recompensando as que disponibilizam dados sobre suas políticas internas e seus impactos sociais e ambientais. O objetivo é promover uma autoanálise nas indústrias, e chamar a atenção dos consumidores para estas questões.  

“A indústria da moda foi construída sobre sigilo e elitismo; ela era opaca. A transparência é disruptiva – neste sentido, ela é um sopro de ar fresco e uma arma útil de mudança”, diz Orsola de Castro, cofundadora do Fashion Revolution.

As 30 marcas incluídas no relatório de 2019 são: Animale, Arezzo, Brooksfield, Carmen Steffens, C&A, Cia. Marítima, Colcci, Colombo, Decathlon, Dumond, Ellus, Farm, Havaianas, Hering, John John, Le Lis Blanc Deux, Leader, Lojas Avenida, Malwee, Marisa, Melissa, Moleca, Olympikus, Osklen, Pernambucanas, Renner, Riachuelo, TNG, Torra e Zara.

Já no dia 13/12, o Instituto Alinha –um negócio social que tem como missão combater a escravidão moderna na moda– promove a pré-estreia do curta-metragem Linhas tênues, histórias que nos vestem. 

O mini documentário –que conta a história de Nina, uma imigrante boliviana que veio para o Brasil com poucos recursos e muitas ilusões– quer mostrar aos consumidores a importância de valorizar as pessoas que estão por trás das roupas.

Tudo a ver com o trabalho desenvolvido no Instituto Alinha por Dari Santos, que consiste em assessorar pequenas oficinas de costura para tirá-las da informalidade, e conectá-las a estilistas e marcas de moda interessadas em pagar um preço justo pela costura.

Para dar mais transparência ao projeto e envolver o consumidor no processo produtivo, o Instituto Alinha desenvolveu a Tag Alinha que atesta as condições justas de trabalho por meio de Blockchain –uma tecnologia que permite o mapeamento de cadeias produtivas e compartilhamento de informação descentralizada.

Confira o trailer do curta, abaixo. 

Serviço:

O evento de lançamento do Índice de Transparência da Moda no Brasil 2019 será na Unibes Cultural, em São Paulo, às 9 horas do dia 10 de dezembro. A entrada é gratuita, aberta ao público e as inscrições podem ser feitas no link: https://bit.ly/2OoBOHS. Para baixar o Índice de Transparência da Moda Brasil 2018, clique aqui.

A pré-estreia do filme Linhas tênues, histórias que nos vestem, acontece dia 13/12, na Matilha Cultural, em São Paulo, somente para convidados. Para saber mais detalhes, acesse o site do Instituto Alinha e suas redes sociais.

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