Dia Nacional da Visibilidade Trans (mais uma dica cultural incrível)

visibilidade trans

O dia nacional da Visibilidade dos travestis e transexuais surgiu em 2004, com o lançamento da primeira campanha contra a transfobia no país. “Travesti e Respeito”, campanha do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, foi idealizada e pensada pelos ativistas transexuais com o objetivo de promover respeito e cidadania.

O dia da Visibilidade Trans tem o intuito de ressaltar a importância da diversidade e respeito para o movimento, representando os travestis, transexuais e transgêneros. A verdade é que a causa é muito simples: as pessoas transexuais apenas querem respeito e o direito de andar livremente pelas ruas sem ser incomodadas, apontadas, discriminadas e humilhadas.

Para fomentar esta ideia, o projeto Ocupação Rio Diversidade reúne quatro peças curtas dos dramaturgos Marcia Zanelatto, Daniela Pereira de Carvalho, Joaquim Vicente e Jô Bilac, com direção de Guilherme Leme Garcia, Renato Carrera, Cesar Augusto e Ivan Sugahara, respectivamente.

Ocupação Rio Diversidade e a visibilidade Trans

drag queen Magenta Dawning

O espetáculo, que já passou pelo Castelinho do Flamengo no último ano e foi indicado ao Prêmio Shell na Categoria Inovação, está em cartaz até o dia 11 de fevereiro no Teatro SESI Centro. Cada peça possui uma característica única e uma história diferente, mas todas retratam de alguma forma experiências típicas do universo trans. Confira a seguir as sinopses:

GENDERLESS – UM CORPO FORA DA LEI

A peça é inspirada em uma história real, de Norrie May-Welby, que em 2010, depois de travar uma luta contra o estado da Austrália, tornou-se a primeira pessoa no mundo a ser reconhecida como “sem gênero específico”(genderless). A partir daí, os conflitos entre identidades sexuais e estruturas sociais são representados de forma poética. A personagem é interpretada por Larissa Bracher.

Larissa Bracher em Genderless, foto Ricardo Brajterman

COMO DEIXAR DE SER

Nesta peça, uma mulher de meia idade está presa em uma espécie de “armário-sala”, que é uma herança da mãe e simboliza sua própria prisão interna. No decorrer da história, o espectador acompanha os conflitos da personagem, que não tem coragem de assumir quem é verdadeiramente e revela seus pensamentos e desejos mais profundos.

Kelzy Ecard em Como Deixar de Ser, foto Ricardo Brajterman

A NOITE EM CLARO

O autor Joaquim Vicente lembra do momento em que ainda estava impactado pelo assassinato do diretor teatral Luiz Antonio Martinez Correa, nos anos 80, e recebe a visita de um amigo e escritor famoso numa manhã contando que tinha passado a noite em claro com um assassino que talvez fosse o mesmo procurado pela morte do diretor. Este fato verídico foi transformado nesta terceira peça.

Thadeu Mattos em A Noite Em Claro, foto Ricardo Brajterman

Thadeu Mattos em A Noite Em Claro, foto Ricardo Brajterman

FLOR CARNÍVORA

Em uma analogia, a peça retrata uma imaginária sociedade vegetal, onde a plantação de soja quer dar um golpe monocultural, enquanto as demais plantas se insurgem em defesa da pluralidade. A flor carnívora, por sua vez, afirma o hermafroditismo das plantas, sua indefinição de gênero e protesta, em plenária, contra a colonização organizadora do homem (que procura catalogar e normatizar o que a natureza criou de diverso). Um ato de liberdade por um mundo menos transgênico e mais transgênero.

Ocupacao Rio Diversidade, Flor Carnivora-Elisa Mendes

Flor carnívora

Segundo a idealizadora do projeto e escritora de um dos quatro textos, “Nossa produção dramatúrgica pode e deve contemplar de maneira mais ampla os afetos e narrativas LGBTQ. Isso é importante para a sociedade. Se não vemos nos palcos e nas telas as pessoas que compõem as chamadas minorias – sejam gays, negros ou idosos – estamos dizendo para elas que elas não importam.” Logo, projetos como este devem continuar e servir de exemplo para que a sociedade evolua e seja menos preconceituosa.

A ocupação foi e está sendo um sucesso, tendo recebido elogios de grandes nomes do teatro como Renata Sorrah e Marieta Severo, além do prestígio recebido por importantes ativistas da causa como João W. Nery e Barbara Ayres.

Serviço:

Endereço: Rua Graça Aranha, nº1 – Centro / RJ (próximo à Estação Metrô Cinelândia)

Tels: (21) 2563-4168 e 2563-4163

HORÁRIOS: 5ª e 6ª às 19:30; sábado às 19h / DURAÇÃO: 1h50 / INGRESSOS: R$ 40,00 e R$20,00 (meia) / CAPACIDADE: 338 espectadores / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 anos / TEMPORADA: Até 11 de fevereiro

Confira o teaser para sentir um gostinho:

Para quem quiser saber mais sobre o assunto ou contribuir de alguma forma, seguem abaixo alguns links com projetos muito interessantes que merecem atenção:

Nlucon: http://www.nlucon.com/

PreparaNem: https://www.facebook.com/PreparaNem (Falamos sobre o projeto nesse post> http://blog.bemglo.com/preparanem/)

ABGLT: http://www.abglt.org.br/port/index.php

ONG Abcd’s: https://www.facebook.com/ongabcds

Rede Nacional de pessoas trans do Brasil: https://www.facebook.com/redtransbrasil

ANTRA: https://www.facebook.com/antrabrasil/

Até a próxima!

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